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mercredi 6 juin 2012

Les dessous de la Coupe du Monde 2014 au Brésil


Le 30 octobre 2007, à l’annonce de Joseph Blatter, Président de la Fifa, le Brésil apprend qu’il organise la Coupe du Monde de football de 2014. Le pays se rend compte qu’il va devoir accueillir une horde de touristes comme jamais auparavant, plus encore que l’on n’en attend aux Jeux Olympiques de 2016… Mais quel Brésil prépare-t-on pour 2014 ?

Des enjeux logistiques de taille
En raison de la taille de son territoire et de l’ampleur des événements qu’il va accueuillir, le Brésil va se heurter à de nombreuses difficultés logistiques. Les 12 villes qui accueuillent la Coupe du Monde sont distantes de plusieurs miliers de kilomètres, ont des climats complètement différents… rappelons-nous, le territoire brésilien représente plus de 15 fois la France ! Par ailleurs, la Fifa représente 206 pays, soit 12 nations de plus que ne rassemble l’ONU. 600 000 touristes étrangers sont ainsi attendus à partir du 12 juin 2014 pour suivre les rencontres, et plus de 3 millions de Brésiliens déferleront dans les rues à l’occasion. Des vacances scolaires ont été décrétées pendant toute la durée de la Coupe du monde, et les jours de matchs seront fériés pour les habitants des villes hôtes. Ainsi, les problèmes qui se posent sont ceux des infrastructures brésiliennes : quantité et qualité des aéroports, des hôtels, des routes… Ici, on aime à penser que s’il y a un Brésil ‘AC’ (Antes da Copa, avant la Coupe du Monde), il y aura un ‘DC’ (Depois Da Copa, après la Coupe du Monde).
De l’hypocrisie d’un gouvernement 
Pourtant, le gouvernement brésilien concentre son énergie sur des sujets qui font écran par rapport aux réels enjeux de la Coupe du Monde 2014. Beaucoup de bruit a été fait autour de l’exigence dela Fifa de vendre de l’alcool dans les stades, qui contrevient à la législation brésilienne en vigueur, alors que la mesure n’impacte qu’une infime minorité de Brésiliens : 99,9% d’entre eux n’auront pas les moyens d’accéder aux stades.
L’ampleur que prennent ces détails dans la préparation de la Coupe du Monde détourne le regard des véritables problématiques comme les retards et les surcoûts de construction des infrastructures. Au Brésil, tout le monde sait qu’attendre ‘la dernière minute’, l’état d’urgence, pour construire les stades nécessaires à la Coupe du Monde permet aux autorités brésiliennes d’éviter la mise en concurrence des prestataires, et fait fonctionner les géants brésiliens du BTP. Au Brésil, même si de lourds impôts peuvent entraîner certains surcoûts, les matières premières et la main d’oeuvre restent relativement bon marché. Les coûts prévisionnels absolument astronomiques des stades s’expliquent donc par une bonne dose de corruption.
Un investissement durable ?
L’approche environnementale n’étant pas non plus une priorité pour le gouvernement brésilien, des initiatives privées tel que le site Portal 2014 tentent de poser les bonnes questions pour saisir l’opportunité de développer les énergies propres au Brésil  (solaire, éolien, hydroélectrique…) On a parlé de « Copa Verde » en Allemagne. L’incroyable biodiversité du Brésil mériterait aussi que l’on s’intéresse à l’impact de l’événement sur l’environnement naturel et social du pays.
Mais questionner la durabilité des lourds investissements effectués pour la Coupe du Monde au Brésil, c’est aussi penser à la réutilisation des infrastructures après 2014. Si, à Rio, le stade Maracana sera au moins réexploité pour les Jeux-Olympiques de 2016, la plupart des villes hôtes de la Coupe du Monde (Manaus, Curitiba, Natal…) ne sont pas des hauts-lieux de pratique du football. L’objectif sera donc de transformer certains stades de football, qui peuvent acceuillir environ 50 000 personnes, en salles de spectacles à ciel ouvert, ou bien les recycler pour acceuillir d’autres sports grâce à des installations éphémères. Post 2014, un nouveau marché de l´événementiel devrait donc s’ouvrir au Brésil.
 Par Mélissa Martinay pour My Little Brasil

dimanche 15 janvier 2012

Le coût de la vie au Brésil dépasse celui des USA

Custo de vida do Brasil supera o dos EUA

Dados de 187 países-membros do FMI relativos ao ano passado apontam fato considerado anormal para um país emergente

14 de janeiro de 2012 | 20h 17

Fernando Dantas, de O Estado de S. Paulo

RIO - O custo de vida do Brasil superou o dos Estados Unidos em 2011, quando medido em dólares, segundo dados do Fundo Monetário Internacional (FMI) sobre o PIB dos 187 países-membros. Este fato é extremamente anormal para um país emergente. Em uma lista do FMI de 150 países em desenvolvimento, o Brasil é praticamente o único cujo custo de vida supera o americano em 2011, o que significa dizer que é o mais caro em dólares de todo o mundo emergente.

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Na verdade, há outros quatro casos semelhantes, mas referentes a São Vicente e Granadinas, um arquipélago minúsculo; Zimbábue, país cheio de distorções, onde a hiperinflação acabou com a moeda nacional; e Emirados Árabes Unidos e Kuwait, de população muito pequena, gigantesca produção de petróleo e renda per capita de país rico.

Considerando economias diversificadas como o Brasil, contam-se nos dedos, desde 1980, os episódios em que qualquer um de mais de cem países emergentes apresentasse, em qualquer ano, um custo de vida (convertido para dólares) superior ao dos Estados Unidos.

Há uma explicação para isso. O preço da maioria dos produtos industriais tende a convergir nos diferentes países, descontadas as tarifas de importação. Isso ocorre porque eles podem ser negociados no mercado internacional, e, caso estejam caros demais em um país, há a possibilidade de importar. Mas a maioria dos serviços, de corte de cabelo a educação e saúde, não fazem parte do comércio exterior. Assim, eles divergem muito em preço entre os países.

Em nações ricas, com salários altos, os serviços geralmente são muito mais caros do que nos emergentes. Isso se explica tanto pelo fato de que a renda maior tende a puxá-los para cima, como pelo fato de que a mão de obra empregada no setor de serviços recebe muito mais e representa um custo maior. Dessa forma, é principalmente o setor de serviços que faz com que o custo de vida seja mais alto no mundo avançado. Na comparação com os Estados Unidos, os países emergentes são quase sempre mais baratos.

É por isso que espanta que o Brasil apareça como mais caro do que os EUA nas tabelas de projeções do PIB de 2011 do FMI. "Essa inversão mostra que as coisas estão fora do padrão, porque a taxa de câmbio está completamente fora do padrão histórico, com uma valorização gigantesca nos últimos anos", diz o economista Armando Castelar, do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getúlio Vargas (FGV) no Rio.

O custo de vida relativo dos países pode ser derivado da comparação entre as estimativas do FMI para o PIB em dólares correntes e o PIB ajustado pela paridade de poder de compra (PPP). Esse segundo método busca neutralizar - ao se fazer o cálculo do PIB - a diversidade dos preços, convertidos para dólares, dos mesmos produtos em diferentes países.

jeudi 8 septembre 2011

Financiamentos - Turismo




Veja o cenário que o BNB preparou para você crescer.

Para fazer do Nordeste um dos melhores destinos turísticos do País, o Banco do Nordeste investe em aeroportos modernos, recuperação de estradas e saneamento básico. Mas também ajuda você a crescer, colocando à sua disposição todas as facilidades do Cresce Nordeste, uma linha de financiamento com juros mais baixos e prazos mais longos.

O Cresce Nordeste é dinheiro barato que vai ajudá-lo a implantar, expandir, modernizar, reformar e relocalizar empreendimentos do setor de turismo, capacitar pessoal, informatizar a empresa, investir em marketing e muito mais.
O que o Programa financia
Construção, ampliação e reforma de benfeitorias e instalações, observado que a reforma visará a modernização do empreendimento ou o aumento de sua receita operacional; veículos automotores relacionados com o desempenho da atividade do empreendimento, podendo tal aquisição ser financiada de forma isolada; aquisição, conversão, modernização, reforma ou reparação de embarcações utilizadas no transporte turístico de passageiros, inclusive de forma isolada; máquinas e equipamentos, inclusive de forma isolada; móveis e utensílios, podendo a aquisição ser financiada de forma isolada; capacitação de mão-de-obra necessária ao empreendimento e implantação de sistemas de gestão de qualidade; aquisição de meios de hospedagem já construídos ou em construção; capital de giro associado ao investimento fixo; e outros itens necessários à viabilidade do negócio, desde que justificados no projeto.
A quem se destina
Empresas privadas que tenham como objetivo econômico principal a atividade turística, a saber:
  • Meios de Hospedagem (resorts, hotéis, hotéis-históricos, hotéis-fazenda, barcos-hotel, pousadas, hospedarias de turismo ecológico ou ambiental, pousos rurais e alojamentos de selva).
  • Arenas multiuso de responsabilidade da iniciativa privada (ginásios ou estádios que incorporem tecnologia e flexibilidade estrutural para diversos tipos de eventos de entretenimento e lazer, contemplando anexos, restaurantes, bares, lojas, instalações de apoio, serviços, etc.).
  • Serviços de alimentação: restaurantes e lanchonetes localizados nos corredores turísticos.
  • Agências de viagens e turismo e operadoras turísticas.
  • Transportadoras turísticas.
  • Organizadoras de feiras.
  • Organizadoras de congressos.
  • Empresas prestadoras de serviços especializados que sejam terceirizadas e prestem serviços exclusivamente a eventos.
  • Parques Temáticos.
  • Áreas de camping.
  • Empreendimentos destinados a proporcionar a prática de turismo náutico (a exemplo de marinas) e de turismo cultural (a exemplo de museus).
  • Empreendimentos destinados à realização de eventos e negócios (a exemplo de centros de convenções).
  • Empreendimentos que promovam atividades de animação (a exemplo de casas de espetáculos).
  • Empreendimentos destinados a proporcionar a prática de ecoturismo, turismo rural, turismo de aventura e de esportes.
  • Empreendimentos destinados à promoção turística.
  • Empresas de planejamento e consultoria turística.
  • Locadoras de veículos.
  • Restauração de edifícios históricos para fins turísticos.
Fonte dos recursos
Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste – FNE e Recursos Internos do Banco - RECIN.
Garantias
As garantias serão, cumulativa ou alternativamente:
  • Hipoteca.
  • Alienação fiduciária.
  • Penhor.
  • Fiança ou aval.
Juros

- Para os Recursos do FNE*:
  • 6,75% a.a. para microempresas.
  • 8,25% a.a. para pequenas empresas.
  • 9,5% a.a. para médias empresas.
  • 10% a.a. para grandes empresas.
    * Condições atuais do FNE, sujeitas a alterações.
- Para os Recursos Internos: taxa pré-fixada a ser definida por ocasião da contratação da operação.
Bônus de adimplência (*)
Para os pagamentos realizados em dia, é concedido bônus de adimplência sobre os juros, sendo de 25% para empreendimentos localizados no semiárido e de 15% para empreendimentos localizados fora do semiárido.
(*) Apenas para os recursos do FNE.
Tarifas
Conforme a regulamentação vigente.
Prazos

a) Parcela FNE
- dependendo da finalidade e em função da capacidade de pagamento do mutuário:
  • Financiamento para aquisição isolada de móveis e utensílios: 4 (quatro) anos, incluído até 1 (ano) de carência.
  • Aquisição de meios de transporte, exceto embarcações: 5 (cinco) anos, incluídos até 6 (seis) meses de carência.
  • Reforma ou reparação de embarcações: 5 (cinco) anos, incluídos até 2 (dois) anos de carência.
  • Financiamento para implantação de hotéis e de outros meios de hospedagem: até 20 (vinte) anos, incluídos até 5 (cinco) anos de carência.
  • Demais itens: máximo de 15 (quinze) anos, incluídos até 5 (cinco) anos de carência.
b) Recursos Internos - RECIN: Até 1.460 dias contados da data prevista no orçamento do projeto ou da proposta de financiamento para o desembolso da parcela de capital de giro associado ao investimento fixo e de acordo com o porte e a classificação de risco do cliente.
Limites de financiamento (¹)
Porte do Mutuário Faixa de Receita Anual (R$)* Máximo de Financiamento pelo FNE (%)** Mínimo de Recursos Próprios (%)
Micro
Até 240.000,00
100
-
Pequeno
Acima de 240.000,00 até 2.400.000,00
100
-
Médio
Acima de 2.400.000,00 até 35.000.000,00
80 a 95
5 a 20
Grande Acima de 35.000.000,00 65 a 90 10 a 35

(*) Receita operacional bruta anual.
(**) O limite de financiamento do cliente levará em conta, além do porte do mutuário, a tipologia do município onde o empreendimento estiver localizado, conforme definição da Política Nacional de Desenvolvimento Regional (PNDR), elaborada pelo Ministério da Integração Nacional. Nesse caso, a agência do BNB está apta a informar-lhe o limite de financiamento de seu projeto.
(¹) No caso de financiamento para aquisição de meios de hospedagem construídos ou em construção, o valor do terreno onde se localiza o empreendimento será custeado com recursos próprios adicionais à parcela de recursos próprios que for determinada para a operação.

Acesso ao financiamento

Tendo cadastro e limite de crédito aprovados no Banco do Nordeste, basta apresentar o Projeto de Financiamento ou a Proposta de Crédito.

lundi 29 août 2011

Amérique latine : hausse record des investissements étrangers


Le Brésil reste la locomotive du continent.
Le Brésil reste la locomotive du continent. Crédits photo : VANDERLEI ALMEIDA/AFP

Pour la première fois, les économies émergentes dépassent les pays développés.

L'Amérique latine est la région du monde où les capitaux étrangers ont le plus augmenté l'année dernière - de 40 % - totalisant 113 milliards de dollars. Et ce dans un contexte global où, pour la première fois, les économies émergentes dépassent les pays développés en terme d'IDE (Investissements directs étrangers), avec 53 %, indique un rapport de la Commission économique pour l'Amérique latine des Nations unies (Cepal).
En deux ans, de 2007 à 2010, la part des pays latino-américains a doublé, de 5 à 10 %. Le Brésil reste la locomotive du continent, dopée par un marché de 190 millions d'habitants, d'importantes ressources minières et pétrolières et l'organisation de deux événements sportifs majeurs, la Coupe du monde et les Jeux olympiques.
Entre 2009 et 2010, les investissements directs étrangers ont été quasiment multipliés par deux dans ce pays pour atteindre 48,5 milliards de dollars, suivi du Mexique (17,7), du Chili (15,1 milliards), du Pérou (7,3), de la Colombie (6,8) et de l'Argentine (5,2). «Les quatre premiers bénéficient d'une bonne notation des agences de notation. À l'inverse, l'Argentine reste pénalisée par un déficit d'image, lié au problème de la dette et du litige persistant avec le Club de Paris. Sa note souveraine reste un peu sévère et ne reflète pas les fondamentaux de son économie», relève Bénédicte Baduel, de Natixis.

Alerte à la surchauffe

Au Venezuela et en Équateur, les régimes très dirigistes d'Hugo Chavez et de Raphael Correa, qui ont procédé à de nombreuses nationalisations, refroidissent les investisseurs. La nouveauté de l'année, relève par ailleurs la Cepal, c'est le poids croissant de la Chine, qui arrive avec près de 15 milliards de dollars dépensés en fusions et acquisitions, en troisième position (9 % des investissements), derrière les États-Unis (17 %) et les Pays-Bas (13 %). La quasi-totalité est concentrée dans l'exploitation des ressources naturelles pour alimenter sa forte croissance.
La secrétaire exécutive de la Cepal, Alicia Barcena, a du reste mis en garde contre une trop grande concentration des IDE dans ce secteur. «Nous sommes inquiets car nous assistons à une reprimarisation des économies», a-t-elle déclaré, déplorant le manque d'investissements dans l'industrie, les technologies et les services. Ceci s'explique aussi par la forte appréciation des monnaies - le real brésilien a gagné près de 40 % en deux ans - qui rend moins compétitif les produits manufacturés.
Malgré le risque de surchauffe, alimenté par un afflux massif de capitaux, et d'une montée en flèche de l'inflation, les Nations unies tablent sur une hausse de 15 à 25 % des IDE en 2011 sur l'ensemble du continent.
Par Anne Cheyvialle - Le Figaro - publié