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mercredi 6 juin 2012

Les dessous de la Coupe du Monde 2014 au Brésil


Le 30 octobre 2007, à l’annonce de Joseph Blatter, Président de la Fifa, le Brésil apprend qu’il organise la Coupe du Monde de football de 2014. Le pays se rend compte qu’il va devoir accueillir une horde de touristes comme jamais auparavant, plus encore que l’on n’en attend aux Jeux Olympiques de 2016… Mais quel Brésil prépare-t-on pour 2014 ?

Des enjeux logistiques de taille
En raison de la taille de son territoire et de l’ampleur des événements qu’il va accueuillir, le Brésil va se heurter à de nombreuses difficultés logistiques. Les 12 villes qui accueuillent la Coupe du Monde sont distantes de plusieurs miliers de kilomètres, ont des climats complètement différents… rappelons-nous, le territoire brésilien représente plus de 15 fois la France ! Par ailleurs, la Fifa représente 206 pays, soit 12 nations de plus que ne rassemble l’ONU. 600 000 touristes étrangers sont ainsi attendus à partir du 12 juin 2014 pour suivre les rencontres, et plus de 3 millions de Brésiliens déferleront dans les rues à l’occasion. Des vacances scolaires ont été décrétées pendant toute la durée de la Coupe du monde, et les jours de matchs seront fériés pour les habitants des villes hôtes. Ainsi, les problèmes qui se posent sont ceux des infrastructures brésiliennes : quantité et qualité des aéroports, des hôtels, des routes… Ici, on aime à penser que s’il y a un Brésil ‘AC’ (Antes da Copa, avant la Coupe du Monde), il y aura un ‘DC’ (Depois Da Copa, après la Coupe du Monde).
De l’hypocrisie d’un gouvernement 
Pourtant, le gouvernement brésilien concentre son énergie sur des sujets qui font écran par rapport aux réels enjeux de la Coupe du Monde 2014. Beaucoup de bruit a été fait autour de l’exigence dela Fifa de vendre de l’alcool dans les stades, qui contrevient à la législation brésilienne en vigueur, alors que la mesure n’impacte qu’une infime minorité de Brésiliens : 99,9% d’entre eux n’auront pas les moyens d’accéder aux stades.
L’ampleur que prennent ces détails dans la préparation de la Coupe du Monde détourne le regard des véritables problématiques comme les retards et les surcoûts de construction des infrastructures. Au Brésil, tout le monde sait qu’attendre ‘la dernière minute’, l’état d’urgence, pour construire les stades nécessaires à la Coupe du Monde permet aux autorités brésiliennes d’éviter la mise en concurrence des prestataires, et fait fonctionner les géants brésiliens du BTP. Au Brésil, même si de lourds impôts peuvent entraîner certains surcoûts, les matières premières et la main d’oeuvre restent relativement bon marché. Les coûts prévisionnels absolument astronomiques des stades s’expliquent donc par une bonne dose de corruption.
Un investissement durable ?
L’approche environnementale n’étant pas non plus une priorité pour le gouvernement brésilien, des initiatives privées tel que le site Portal 2014 tentent de poser les bonnes questions pour saisir l’opportunité de développer les énergies propres au Brésil  (solaire, éolien, hydroélectrique…) On a parlé de « Copa Verde » en Allemagne. L’incroyable biodiversité du Brésil mériterait aussi que l’on s’intéresse à l’impact de l’événement sur l’environnement naturel et social du pays.
Mais questionner la durabilité des lourds investissements effectués pour la Coupe du Monde au Brésil, c’est aussi penser à la réutilisation des infrastructures après 2014. Si, à Rio, le stade Maracana sera au moins réexploité pour les Jeux-Olympiques de 2016, la plupart des villes hôtes de la Coupe du Monde (Manaus, Curitiba, Natal…) ne sont pas des hauts-lieux de pratique du football. L’objectif sera donc de transformer certains stades de football, qui peuvent acceuillir environ 50 000 personnes, en salles de spectacles à ciel ouvert, ou bien les recycler pour acceuillir d’autres sports grâce à des installations éphémères. Post 2014, un nouveau marché de l´événementiel devrait donc s’ouvrir au Brésil.
 Par Mélissa Martinay pour My Little Brasil

jeudi 8 septembre 2011

Financiamentos - Turismo




Veja o cenário que o BNB preparou para você crescer.

Para fazer do Nordeste um dos melhores destinos turísticos do País, o Banco do Nordeste investe em aeroportos modernos, recuperação de estradas e saneamento básico. Mas também ajuda você a crescer, colocando à sua disposição todas as facilidades do Cresce Nordeste, uma linha de financiamento com juros mais baixos e prazos mais longos.

O Cresce Nordeste é dinheiro barato que vai ajudá-lo a implantar, expandir, modernizar, reformar e relocalizar empreendimentos do setor de turismo, capacitar pessoal, informatizar a empresa, investir em marketing e muito mais.
O que o Programa financia
Construção, ampliação e reforma de benfeitorias e instalações, observado que a reforma visará a modernização do empreendimento ou o aumento de sua receita operacional; veículos automotores relacionados com o desempenho da atividade do empreendimento, podendo tal aquisição ser financiada de forma isolada; aquisição, conversão, modernização, reforma ou reparação de embarcações utilizadas no transporte turístico de passageiros, inclusive de forma isolada; máquinas e equipamentos, inclusive de forma isolada; móveis e utensílios, podendo a aquisição ser financiada de forma isolada; capacitação de mão-de-obra necessária ao empreendimento e implantação de sistemas de gestão de qualidade; aquisição de meios de hospedagem já construídos ou em construção; capital de giro associado ao investimento fixo; e outros itens necessários à viabilidade do negócio, desde que justificados no projeto.
A quem se destina
Empresas privadas que tenham como objetivo econômico principal a atividade turística, a saber:
  • Meios de Hospedagem (resorts, hotéis, hotéis-históricos, hotéis-fazenda, barcos-hotel, pousadas, hospedarias de turismo ecológico ou ambiental, pousos rurais e alojamentos de selva).
  • Arenas multiuso de responsabilidade da iniciativa privada (ginásios ou estádios que incorporem tecnologia e flexibilidade estrutural para diversos tipos de eventos de entretenimento e lazer, contemplando anexos, restaurantes, bares, lojas, instalações de apoio, serviços, etc.).
  • Serviços de alimentação: restaurantes e lanchonetes localizados nos corredores turísticos.
  • Agências de viagens e turismo e operadoras turísticas.
  • Transportadoras turísticas.
  • Organizadoras de feiras.
  • Organizadoras de congressos.
  • Empresas prestadoras de serviços especializados que sejam terceirizadas e prestem serviços exclusivamente a eventos.
  • Parques Temáticos.
  • Áreas de camping.
  • Empreendimentos destinados a proporcionar a prática de turismo náutico (a exemplo de marinas) e de turismo cultural (a exemplo de museus).
  • Empreendimentos destinados à realização de eventos e negócios (a exemplo de centros de convenções).
  • Empreendimentos que promovam atividades de animação (a exemplo de casas de espetáculos).
  • Empreendimentos destinados a proporcionar a prática de ecoturismo, turismo rural, turismo de aventura e de esportes.
  • Empreendimentos destinados à promoção turística.
  • Empresas de planejamento e consultoria turística.
  • Locadoras de veículos.
  • Restauração de edifícios históricos para fins turísticos.
Fonte dos recursos
Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste – FNE e Recursos Internos do Banco - RECIN.
Garantias
As garantias serão, cumulativa ou alternativamente:
  • Hipoteca.
  • Alienação fiduciária.
  • Penhor.
  • Fiança ou aval.
Juros

- Para os Recursos do FNE*:
  • 6,75% a.a. para microempresas.
  • 8,25% a.a. para pequenas empresas.
  • 9,5% a.a. para médias empresas.
  • 10% a.a. para grandes empresas.
    * Condições atuais do FNE, sujeitas a alterações.
- Para os Recursos Internos: taxa pré-fixada a ser definida por ocasião da contratação da operação.
Bônus de adimplência (*)
Para os pagamentos realizados em dia, é concedido bônus de adimplência sobre os juros, sendo de 25% para empreendimentos localizados no semiárido e de 15% para empreendimentos localizados fora do semiárido.
(*) Apenas para os recursos do FNE.
Tarifas
Conforme a regulamentação vigente.
Prazos

a) Parcela FNE
- dependendo da finalidade e em função da capacidade de pagamento do mutuário:
  • Financiamento para aquisição isolada de móveis e utensílios: 4 (quatro) anos, incluído até 1 (ano) de carência.
  • Aquisição de meios de transporte, exceto embarcações: 5 (cinco) anos, incluídos até 6 (seis) meses de carência.
  • Reforma ou reparação de embarcações: 5 (cinco) anos, incluídos até 2 (dois) anos de carência.
  • Financiamento para implantação de hotéis e de outros meios de hospedagem: até 20 (vinte) anos, incluídos até 5 (cinco) anos de carência.
  • Demais itens: máximo de 15 (quinze) anos, incluídos até 5 (cinco) anos de carência.
b) Recursos Internos - RECIN: Até 1.460 dias contados da data prevista no orçamento do projeto ou da proposta de financiamento para o desembolso da parcela de capital de giro associado ao investimento fixo e de acordo com o porte e a classificação de risco do cliente.
Limites de financiamento (¹)
Porte do Mutuário Faixa de Receita Anual (R$)* Máximo de Financiamento pelo FNE (%)** Mínimo de Recursos Próprios (%)
Micro
Até 240.000,00
100
-
Pequeno
Acima de 240.000,00 até 2.400.000,00
100
-
Médio
Acima de 2.400.000,00 até 35.000.000,00
80 a 95
5 a 20
Grande Acima de 35.000.000,00 65 a 90 10 a 35

(*) Receita operacional bruta anual.
(**) O limite de financiamento do cliente levará em conta, além do porte do mutuário, a tipologia do município onde o empreendimento estiver localizado, conforme definição da Política Nacional de Desenvolvimento Regional (PNDR), elaborada pelo Ministério da Integração Nacional. Nesse caso, a agência do BNB está apta a informar-lhe o limite de financiamento de seu projeto.
(¹) No caso de financiamento para aquisição de meios de hospedagem construídos ou em construção, o valor do terreno onde se localiza o empreendimento será custeado com recursos próprios adicionais à parcela de recursos próprios que for determinada para a operação.

Acesso ao financiamento

Tendo cadastro e limite de crédito aprovados no Banco do Nordeste, basta apresentar o Projeto de Financiamento ou a Proposta de Crédito.

lundi 29 août 2011

Amérique latine : hausse record des investissements étrangers


Le Brésil reste la locomotive du continent.
Le Brésil reste la locomotive du continent. Crédits photo : VANDERLEI ALMEIDA/AFP

Pour la première fois, les économies émergentes dépassent les pays développés.

L'Amérique latine est la région du monde où les capitaux étrangers ont le plus augmenté l'année dernière - de 40 % - totalisant 113 milliards de dollars. Et ce dans un contexte global où, pour la première fois, les économies émergentes dépassent les pays développés en terme d'IDE (Investissements directs étrangers), avec 53 %, indique un rapport de la Commission économique pour l'Amérique latine des Nations unies (Cepal).
En deux ans, de 2007 à 2010, la part des pays latino-américains a doublé, de 5 à 10 %. Le Brésil reste la locomotive du continent, dopée par un marché de 190 millions d'habitants, d'importantes ressources minières et pétrolières et l'organisation de deux événements sportifs majeurs, la Coupe du monde et les Jeux olympiques.
Entre 2009 et 2010, les investissements directs étrangers ont été quasiment multipliés par deux dans ce pays pour atteindre 48,5 milliards de dollars, suivi du Mexique (17,7), du Chili (15,1 milliards), du Pérou (7,3), de la Colombie (6,8) et de l'Argentine (5,2). «Les quatre premiers bénéficient d'une bonne notation des agences de notation. À l'inverse, l'Argentine reste pénalisée par un déficit d'image, lié au problème de la dette et du litige persistant avec le Club de Paris. Sa note souveraine reste un peu sévère et ne reflète pas les fondamentaux de son économie», relève Bénédicte Baduel, de Natixis.

Alerte à la surchauffe

Au Venezuela et en Équateur, les régimes très dirigistes d'Hugo Chavez et de Raphael Correa, qui ont procédé à de nombreuses nationalisations, refroidissent les investisseurs. La nouveauté de l'année, relève par ailleurs la Cepal, c'est le poids croissant de la Chine, qui arrive avec près de 15 milliards de dollars dépensés en fusions et acquisitions, en troisième position (9 % des investissements), derrière les États-Unis (17 %) et les Pays-Bas (13 %). La quasi-totalité est concentrée dans l'exploitation des ressources naturelles pour alimenter sa forte croissance.
La secrétaire exécutive de la Cepal, Alicia Barcena, a du reste mis en garde contre une trop grande concentration des IDE dans ce secteur. «Nous sommes inquiets car nous assistons à une reprimarisation des économies», a-t-elle déclaré, déplorant le manque d'investissements dans l'industrie, les technologies et les services. Ceci s'explique aussi par la forte appréciation des monnaies - le real brésilien a gagné près de 40 % en deux ans - qui rend moins compétitif les produits manufacturés.
Malgré le risque de surchauffe, alimenté par un afflux massif de capitaux, et d'une montée en flèche de l'inflation, les Nations unies tablent sur une hausse de 15 à 25 % des IDE en 2011 sur l'ensemble du continent.
Par Anne Cheyvialle - Le Figaro - publié

vendredi 10 juin 2011

Le Brésil: profil d'un pays hors norme, Portail des PME, 10/06/2011


Le Brésil, c’est ce colosse sud américain en pleine effervescence dont la superficie est 15 fois supérieure à celle de la France, et dont la population avoisine les 190 millions d’habitants.

Le Brésil, c’est aussi ce pays qui a réussi à passer en quelques années du pays en voie de développement, que ce soit au niveau de l’économie ou de la diplomatie, au rang de 7ème puissance mondiale. C’est un peuple qui possède en lui une grande richesse culturelle et humaine, une énergie positive communicative, une capacité de réaction certaine qui lui permet d’être aujourd'hui reconnu comme une puissance majeure sur l’échiquier international.

Plusieurs facteurs viennent expliquer cet essor.

Sur le plan économique tout d’abord, le Brésil est un acteur incontournable dans de nombreux domaines :



* Le premier concerne les ressources énergétiques. En effet des réserves de pétroles très importantes ont été découvertes au large du Brésil, ce qui devrait lui permettre de devenir à l’horizon 2016, l’un des plus importants producteur et exportateur. Le Brésil bénéficie également d'une véritable richesse et d'un potentiel considérable dans le domaine des énergies renouvelables.
* Sur le marché alimentaire, le Brésil est le premier exportateur mondial de poulet, de viande de boeuf, de café, de sucre.
* Le Brésil c’est aussi la 3ème puissance mondiale aéronautique et le 1er producteur mondial d’avions moyen courrier .
* Sur le marché des cosmétiques, le Brésil occupe la 3ème place mondiale.
* Le Brésil c’est enfin le 4ème marché mondial automobile derrière la Chine, les Etats-Unis et le Japon, mais devant l’Allemagne et la France.

Par ailleurs sur le plan de la diplomatie et des relations internationales, le Brésil a à coeur de faire entendre sa voix. C’est au sein du BRICS réunissant les pays émergents (Brésil, Russie, Inde, Chine, Afrique du Sud) que le Brésil joue un vrai rôle sur la scène internationale. Selon le FMI, le BRICS représentera 61% de la croissance mondiale en 2014, et le commerce au sein du groupe est passé de 38 milliards de dollars en 2003 à un montant estimé à 220 milliards en 2010. Le Brésil, comme l’Inde, a la volonté de devenir membre permanent du Conseil de Sécurité de l’ONU, témoignant de leur volonté de peser sur les décisions stratégiques internationales.

Autant de raisons et d’opportunités de collaborer avec le Brésil car certains domaines d’activités sont particulièrement en retard. C’est notamment le cas de toutes les infrastructures portuaires, aéroportuaires... Par exemple un récent rapport témoignait de l’inquiétude quant à la conformité des aéroports brésiliens. Et si l’on regarde le calendrier chargé des Brésiliens avec l’organisation de la Coupe du Monde de football en 2014 et des Jeux Olympiques en 2016, on comprend que le temps presse et que les opportunités pour les entreprises étrangères seront légions car le Brésil, où seulement 10% de la population possède l’équivalent d’un bac + 5, va avoir besoin du savoir faire étranger pour combler ce retard.

Mais si la demande économique est très forte, il y a deux règles à suivre pour pouvoir réussir une bonne implantation :

* Il faut vraiment connaître le pays, la langue, ses coutumes, ses habitudes. Les Brésiliens sont des latins, et la relation intuitu personae est fondamentale.
* Il faut donc être sur place pour pouvoir faire une première approche du marché ou bien faire appel à un bon cabinet d’intelligence économique déjà bien implanté.


O Brasil é a bola da vez! : Le Brésil a la cote !

Guillaume Barbier
Chargé de mission en Intelligence Economique - OrBIZ

jeudi 28 avril 2011

Les entreprises françaises se bousculent au Brésil, 01/10/2010, Le Figaro





édition du 01/10/2010

Après les grands groupes, les PME, longtemps effrayées par ce marché, arrivent en force.
«Les Français sont en train de découvrir que la première lettre de Bric, c'est B !» La remarque amusée vient d'Éric Fajole, le directeur d'Ubifrance à Sao Paulo, en référence à l'appellation inventée par la banque d'affaires Goldman Sachs pour qualifier les quatre grands pays émergents, «Bric», comme Brésil, Russie, Inde et Chine. Chargée par Paris d'épauler les entreprises qui prospectent le marché brésilien, son agence est débordée par les demandes, au point d'embaucher de nouveaux cadres. Cette attractivité croissante est un signe parmi tant d'autres de la réussite économique du président Luiz Inacio Lula da Silva, dont le successeur sera élu demain - ou le 31 octobre, si un second tour est nécessaire. Avec 450 entreprises, la présence française au sein du géant latino-américain ne date pas d'hier. Le Brésil concentre 37 % des activités commerciales de l'Hexagone en Amérique latine. Mais la fascination pour les marchés asiatiques, conjuguée aux crises à répétition dans la région, a longtemps limité l'enthousiasme des nouveaux arrivants.
La donne a changé. La croissance dépasse 7 % cette année ; la réduction inédite des inégalités au cours des deux mandats de Lula a permis l'émergence de bataillons de nouveaux consommateurs. En huit ans, 31 millions de personnes ont quitté la pauvreté pour devenir membres de la classe moyenne. «C'est l'équivalent d'une demi-France, et on s'attend à ce que 36 millions de pauvres en fassent de même d'ici à 2014», analyse Marcelo Neri, économiste de la Fondation Getulio Vargas. Grands événements sportifs
La mutation a permis aux grands groupes de donner un coup d'accélérateur. C'est le cas de Lafarge, passé du septième au troisième rang dans le ciment, ou de Leroy Merlin, leader du marché du bricolage. «Le Brésil est un des marchés les plus prometteurs pour L'Oréal. Le secteur des cosmétiques ne cesse de s'étendre, grâce notamment au développement rapide de la classe moyenne», souligne François-Xavier Fenart, directeur général de la filiale brésilienne. Malgré la crise économique mondiale, L'Oréal a clôturé 2009 dans ce pays où la beauté et l'apparence comptent comme nulle part ailleurs, avec une hausse du chiffre d'affaires de 15 %.
La nouveauté, c'est que les PME, longtemps effrayées par le Brésil, ont décidé d'y mettre pied. «Jusqu'en 2007, nous avions du mal à faire venir des entreprises pour remplir les salons sectoriels, maintenant, on refuse du monde», assure Éric Fajole. Tous les secteurs sont à la fête, avec un accent particulier sur le pharmaceutique, l'agroalimentaire et les infrastructures. Tout le monde a à l'esprit la Coupe du monde de football en 2014, et les Jeux olympiques de Rio de Janeiro, en 2016.Responsable du service de conseil à l'installation d'entreprises au sein de la banque HSBC, Thierry François-Marsal confirme ce nouvel engouement des entreprises dont le chiffre d'affaires se situe entre 10 et 100 millions d'euros : «La stratégie a changé. Avant, elles cherchaient à exporter vers le Brésil, ce qui n'est pas facile du fait des barrières douanières. Maintenant, elles privilégient l'investissement direct, notamment à travers des acquisitions.» L'enjeu, c'est de fuir la croissance faiblarde en Europe, et de s'ouvrir, à travers le Brésil, devenu huitième économie mondiale, à toute l'Amérique du Sud. Le phénomène inverse est vrai également, et il intrigue. «Avant, on voyait quelques grands groupes brésiliens débarquer à l'étranger ; depuis deux ans, c'est aussi le cas des PME. Du coup, les entreprises françaises cherchent à savoir ce qu'il y a derrière ce dynamisme», précise cet expert.

Saisir les avantages globaux, Le Brésil, marché prioritaire de la stratégie commerciale mondiale, MAECI, 28/04/2011



Rio de Janeiro, Brésil

Le Brésil est le géant de l’Amérique latine dans tous les sens du terme. Son économie fortement diversifiée et industrialisée est la plus importante en Amérique latine et se classe au 8e rang mondial. Les secteurs manufacturier, minier et agricole y sont bien développés, et les secteurs des technologies et des services connaissent une progression rapide. C’est également au Brésil que l’on trouve le réseau scientifique, technologique et d’innovation le plus sophistiqué et le plus diversifié de l’Amérique Latine. Les réformes économiques importantes mises en place au cours des dernières années profitent maintenant aux Brésiliens, qui jouissent d’une stabilité et d’une croissance nouvelles. Après 16 années de stabilité économique et après avoir surmonté la crise économique mondiale sans trop d’embûches, le pays peut se vanter d’avoir des fondements économiques solides. À l’instar du Canada, le Brésil connaît une hausse des exportations des produits de base et une surévaluation de sa monnaie, qui entraînent à la hausse le prix de ses produits manufacturés exportés. Au cours des prochaines années, plusieurs défis mettront à l’épreuve le dynamisme de l’économie du Brésil, notamment l’amélioration des infrastructures délabrées et la maîtrise des risques de surchauffe d’une économie au sein de laquelle les importations de produits manufacturés montent en flèche alors que les exportations ne suivent pas le rythme.

Les grandes sociétés internationales investissent des milliards au Brésil, lui assurant ainsi une place dans les chaînes d’approvisionnement régionales et mondiales. Le pays est également en voie de devenir un important investisseur à l’étranger. De plus, fort d’une population de 191 millions d’habitants, d’une classe moyenne instruite et de millions de citoyens actifs sur le marché du travail, le Brésil voit son importance croître de façon vertigineuse en tant que marché de consommation. Pour saisir les nombreuses occasions d’affaires qu’offre le Brésil, les Canadiens doivent être conscients des principaux facteurs qui ont une influence sur le commerce, notamment la concurrence étrangère, les droits à l’importation, les systèmes fiscal et de réglementation, la disponibilité de la main d'oeuvre et les problèmes d’infrastructure.

Les débouchés

Après avoir mené de vastes consultations auprès de représentants du gouvernement, du milieu universitaire, des entreprises et des industries, le gouvernement du Canada a désigné le Brésil comme un marché prioritaire dans le cadre de sa Stratégie commerciale mondiale. Dans la foulée, il a élaboré un plan de développement du marché exhaustif qui cerne les secteurs suivants comme étant prometteurs et compatibles avec les capacités et les intérêts du Canada par rapport à ces marchés :

• Technologies de l’information et des communications (TIC) et nouveaux médias: le Brésil constitue le principal marché des TIC en Amérique latine après le Mexique. Les exportations canadiennes dans ce domaine se sont élevées à 106,1 millions de dollars.

• Technologies propres: en 2009, la valeur du marché brésilien des technologies de l’environnement était estimée à 9 milliards de dollars américains. Étant donné la croissance prévue de l’économie brésilienne pour les cinq prochaines années et l’accent qui sera mis sur les infrastructures, le marché des industries de l’environnement devrait afficher une croissance annuelle de 10 pour cent.

• Aéropatiale: le Brésil considère le Canada comme un fournisseur d’équipement aérospatial qualifié et financièrement avantageux. Un des principaux acteurs de l’industrie aérospatiale brésilienne importe 70 pour cent de ses composantes et, en 2010, il devrait acheter pour plus de 17 milliards de dollars américains en matériel.

• Infrastructures: le gouvernement brésilien mise sur le secteur des infrastructures pour jouer un rôle clé dans la croissance économique au cours des années à venir : le pays s’attend à des investissements de plus de 262 milliards de dollars américains. La Coupe du monde de 2014, les Jeux olympiques de 2016 et le programme d’amélioration des infrastructures du gouvernement fédéral offrent un vaste éventail d’occasions d’affaires pour les entreprises canadiennes.

• Sciences de la vie: le secteur brésilien des sciences de la vie figure parmi les dix plus importants du monde. Depuis 2007, il affiche une croissance annuelle moyenne de 4 pour cent.

• Exploitation minière : le Brésil offre de grandes possibilités en ce qui a trait aux activités d’exploitation minière, de même qu’un marché en croissance pour les équipements et services de ce secteur, grâce au fort potentiel de la formation géologique et de la stabilité économique du Brésil. En 2009, la production minérale a dépassé 21 milliards de dollars américains.

• Matériel et services d’exploitation du pétrole et du gaz : Petrobras, le géant brésilien du pétrole, dispose actuellement d’un plan quinquennal d’investissement de 224 milliards de dollars américains directement lié aux récentes découvertes de pétrole et constitue une mine de possibilités réelles pour les entreprises intéressées à investir au Brésil.